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Transporte, armazenagem e estocagem são a base da logística

Transporte, armazenagem e estocagem são a base da logística

Transporte, armazenagem e estocagem são a base da logística

Operadores de logística nascem das pequenas transportadoras, agregando armazenagem, estocagem, até entrega dos produtos nas gôndolas das lojas dos clientes.

O transporte de cargas está evoluindo para o conceito de Logística em todo o mundo. A informação foi passada por Peter Wanke, professor da Coppead/Centro de Estudos em Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante palestra proferida
sobre o setor de Logística. Ele falou para técnicos do Sebrae em evento realizado, na semana passada, em Brasília.

“Grande parte dos prestadores de serviços ou operadores de logística (OL) começou como pequeno transportador”, informou Peter.
A edição de junho da Revista Tecnologística traz matéria mostrando o que aconteceu com o setor de 2001 para cá e quem são as grandes OL no País, indicou o palestrante.

Segundo a publicação, em 2001, menos de 18% das OL obtiveram receita anual inferior a R$ 2,4 milhões. Em 2008, menos de 2,3% delas ficaram nessa faixa inferior de receita anual. Mais de 25% dessas novas empresas possuem 50 funcionários. “Os
prestadores de serviços de Logística estão faturando mais por cabeça e com maior produtividade”, observou Peter.
Entre os casos de sucesso de operadores de logística no País, ele destacou os três líderes do setor: a Federal Express; a Martins, que possui 193 mil clientes ativos e é o maior OL da América Latina; e Martim-Brower do Brasil, responsável pela logística da Rede
Mac Donalds.


Há dois tipos de serviços logísticos em crescimento, no momento, em vários países: milk-run e cross-docking. O primeiro, cuja tradução significa ‘corrida do leite’, representa o serviço de transporte que faz rotas para pegar peças a serem montadas e entregues
na indústria ou no distribuidor.

O segundo serviço refere-se à armazenagem centralizada dos recebimentos de produtos de vários fornecedores. Esse trabalho pode ser operado por prestadores de serviços que, por sua vez, montam cargas com mix de produtos, controlam e organizam o que vai
para a loja do cliente.

“Capacitação e treinamento são a base da mudança de transportador para operador de logística”, define Peter. Novas tecnologias, habilidades gerenciais, gerenciamento de armazéns ligado ao plano de produção são alguns aspectos exigidos para as empresas de
logística.

Desarmando a bomba-relógio

Mesmo com o crescimento do PIB em 2%, em 2007, a performance do segmento de transporte rodoviário de cargas continuou baixo.

“Como desarmar essa bomba-relógio? Como fazer esse setor lucrar mais?”, desafiou Peter na palestra.
Nos Estados Unidos, a solução foi maior regulamentação setorial, informou. Uma agência norte-americana cuida do setor de transporte de cargas, regulando os tipos de rotas, tipos de veículos que podem transportar e preços mínimos de fretes. O objetivo é
estabelecer equilíbrio e não ‘matar’ as outras modalidades como a de cabotagem, a ferroviária e a aérea.

“Quarenta e seis mil transportadores refletem o drama social do Brasil”, resumiu. A solução seria incentivar pequenos transportadores a oferecer novos serviços, com um pouco mais de tecnologia, redesenhando interfaces da cadeia de suprimentos, até chegar a serviços mais sofisticados, com maior valor agregado.


“Juntar transporte e inteligência de estoque e estocagem seria a fórmula para realizar a passagem de simples transportador de carga para serviços de logística”, sugeriu Peter. Pesquisas com grandes clientes, como redes de diversos setores produtivos, procurando saber o que eles esperam em termos de logística, é uma das providências a
serem tomadas pelo segmento.
para serviços de logística”, sugeriu Peter.

A partir dos resultados, duas dimensões seriam definidas: a básica, que demonstraria a mínima estrutura para estar no jogo; e a diferenciada, mais sofisticada, com serviços mais
especializados e mais caros.

A sinergia entre os operadores de logística e sua clientela é crucial, pois revela a capacidade de combinar diferentes elementos para soluções e informações gerenciais de ambas as partes.
A confiabilidade é outro aspecto fundamental para criar a relação satisfatória com os clientes dos operadores de logística.
Esse aspecto está baseado na pontualidade, chegada de carga íntegra, mitigação de
riscos e não envolvimento em acidentes e roubos (há rotas e tipos de carga que seguradoras não aceitam).
A colocação de marca do cliente nos veículos do transportador, o rastreamento por
satélite, código de barras, rádio-freqüência, sistemas de armazenamento, separação e montagem de cargas nas gôndolas do cliente e até etiquetamento dos produtos são exemplos de serviços e recursos que agregam valor e sofisticam as operações de logística.

“A partir daí, vamos sair da bomba-relógio do transporte rodoviário de carga, precário e predatório, instalado no Brasil, para serviços de logística, mais sofisticados e mais valorizados”, concluiu o palestrante.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7138 e 2107-9362
www.agenciasebrae.com.br
Instituto Coppead/UFRJ - (21) 2598.9812
www.cel.coppead.ufrj.br
Peter Wanke - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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Fonte:Agência Sebrae de Notícias - 22/06/2009

 
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